Distorção e insatisfação com o tamanho corporal de jovens universitários

Autores: Adrielly Santos; Wanderson Silva; Moema Santana; Juliana Campos

Estamos em tempos de pandemia, porém, não podemos esquecer que as pessoas continuam se preocupando com a imagem do corpo e esse fato pode ser um gatilho para a adoção de comportamentos disfuncionais contribuindo assim, para o aumento das demandas atuais de saúde pública do Brasil. Em recente publicação na Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, divulgamos um artigo científico o qual foi desenvolvido para identificar a prevalência de distorção e insatisfação com o tamanho do corpo de 356 universitários. Além disso, propusemos verificar a relação destas características com variáveis demográficas e acadêmicas e com o estado nutricional antropométrico dos participantes. Para tanto, nós utilizamos a Escala de Figuras de Silhuetas (FRS) e desenvolvemos uma estratégia analítica de modo a não classificar qualquer desvio de comparabilidade entre as figuras escolhidas pelo sujeito como problemático. Assim, apresentamos um método alternativo que denominamos de “normativo” o qual considera que uma variação de valores de até ±1,25kg/m2 pode ser considerada não problemática. Para mais detalhes desta estratégia consulte a metodologia do artigo publicado. Em relação aos resultados, identificamos altas prevalências de distorção/insatisfação com o tamanho do corpo entre os estudantes (>73%). A prevalência de subestimação do tamanho do corpo foi maior entre homens, estudantes que praticam atividade física, aqueles que usam suplementos alimentares e indivíduos com baixo peso. Já o desejo de diminuir o tamanho com corpo foi mais prevalente entre as mulheres e indivíduos com sobrepeso/obesidade. Esperamos que este trabalho contribua tanto com pesquisadores quanto com profissionais da saúde que acompanham clinicamente os indivíduos na tentativa de compreender melhor a imagem corporal das pessoas. A partir dos dados da pesquisa, é possível desenvolver estratégias mais direcionados para os grupos vulneráveis as questões estéticas a fim de ajudar os indivíduos na conscientização corporal e na adoção de comportamentos para a promoção da saúde.

Saiba mais em: https://rcfba.fcfar.unesp.br/index.php/ojs/article/view/665